quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

BEM-TE-FIZ, BEM-TE-QUERO, BEM-TE-CUIDO!


Cego não é somente aquele que não enxerga, mas é também, aquele que não quer enxergar.
A cada manhã somos despertados com tanta suavidade que nem nos damos conta. Delicadamente acontece a mudança de forma; se fosse como um passe de mágica ela aconteceria bruscamente, mas não é o caso. Quanta harmonia! A perfeição do criador foi tamanha que até nisso ele pensou.



Surdo não é somente aquele que não ouve, mas é também, aquele que não quer ouvir. Logo chegam aos nossos ouvidos os sons ritmados. Despertador melodioso! O criador foi tão cuidadoso que até nisso ele pensou.




O mundo aqui embaixo está desperto para dar continuidade ao que foi interrompido pela noite. Fecham-se as cortinas para pausa: meditar e descansar. Até mesmo um enorme abajur ele criou para os menos corajosos. Difícil de entender a sua capacidade de sentir a necessidade de cada de um de nós.





Por esses motivos podemos saber da existência de Deus. Mas há um Deus do dia também, tentando passar mensagens pela barragem de nossa cegueira e surdez, enquanto nos movimentamos aqui embaixo feito robôs.
Comandados não mais por Deus, e sim por um sistema fantasioso, criado sem mais nehuma orientação daquele que nos criou. Uma gigantesca fábrica de ilusões!




Sendo o que cada um de nós mais almeja não vai além do que experimentar a presença de Deus. Esse é o milagre que na verdade desejamos. Sentir o que Deus sente e agir como Deus age. Portanto ser o que foi dito nos tempos primórdios: ser a Sua própria imagem!

"Apesar dos pesares, BEM-TE-VEJO, filho meu!"


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Delicie os morangos

O significado de viver em fidelidade ao momento presente, sem retroceder ao passado ou antecipar o futuro, é maravilhosamente ilustrado pela história de um monge que estava sendo perseguido por um tigre feroz. Ele correu até a beirada de um despenhadeiro, olhou para trás e viu o tigre rugindo e pronto para dar o bote. O monge então notou uma corda que pendia da beira do precípicio. Ele agarro-a depressa e começou a descer a lateral do despenhadeiro. Que alívio! Essa foi por pouco. Ele então olhou para baixo e enxergou uma imensa extensão de rochas pontiagudas aguardando 150 metros abaixo. Ele olhou para cima e viu o tigre a postos no alto do precípicio com as garras à mostra. Nesse exato momento dois camundongos começaram a roer a corda. O que fazer?
O monge viu um morango que se estendia ao alcance de sua mão da face do despenhadeiro. Ele colhe-o, comeu e exclamou: "Que delícia; esse é o melhor morango que já comi na vida". Se ele estivesse preocupado com as rochas abaixo ( o futuro)ou com o tigre acima ( o passado), teria perdido o morango que Deus estava lhe dando no momento presente.

Texto retirado do livro - O Evangelho Maltrapilho de Brennan Manning. Que por sinal é um MORANGO!


domingo, 12 de dezembro de 2010

Revelando sonhos.

Durante aquele dia foi surpreendido com algumas reflexões, sua mente tentava desvendar alguns mistérios. Tentativas brancas.

As informações do telejornal, um cochilo no sofá, o sonho.

Sobre a mesa de jantar ele trocava a lâmpada, e com o telefone apoiado entre a cabeça e o ombro, uma voz amigável do outro lado lhe disse: "Posso lhe dar uma sugestão?"

Sua concentração estava mais voltada para não tomar um choque. Trauma de infância que o persegue até hoje quando encostou o dedo no bocal de uma das luzinhas da árvore de Natal.

Sem mesmo que ele respondesse, aquela voz forte e objetiva continuou do outro lado da linha: "Revelar, revelação, revelador."

Acordou surpreso. Risos de satisfação e gratidão.

Essa é a forma de Deus se tornar conhecido, mostrando o verdadeiro conhecimento de si mesmo e dos seus propósitos e ações a nosso favor.

Apartir deste momento, tornou-se um colecionador de insigths. Estrelas cadentes que riscam o céu escuro, surpreendendo a sua visão. Revelando o que nem sempre se espera.

O alvo final de uma revelação divina é para que o homem venha conhecer a Deus de modo real e pessoal.


sábado, 11 de dezembro de 2010

A borboleta voltou.

Já era noite, o sol havia deixado seus rastros. Fazia muito calor. Fui até a cozinha buscar algo para me refrescar. Em frações de segundos após acender a luz, sem ter tido tempo de dar um passo em direção ao refrigerador, fui surpreendido. Ela estava de volta. Pela sua agitação, logo percebi o seu descontrole, o seu nervosismo e a sua aflição. Ela girava freneticamente em torno da luz, debatendo-se contra as paredes feito um suicida.
Por impulso, recuei; e, pela fresta da porta passei a observá-la até se acalmar. O cansaço não lhe demorou a chegar. Talvez, a toalha de flores coloridas sobre a mesa lhe serviu de identificação com seu mundo habitual e, foi ali, que ela se assentara.

Ao me aproximar dela, vi claramente que respirava com perturbações.

O instinto daquele inseto não foge as regras do comportamento humano.
Como borboleta é o homem. Frágil como as suas asas, mas capaz de alçar voos longos e altos em busca de alguma forma de luz.
Essa atração faz parte de suas essências desde sempre, e assim, permanecerá para sempre.

Nessa busca incessessante, quantas vezes nos enganamos e nos deixamos enganar por luzes artificiais oferecidas pelo mundo? Quantas vezes pousamos em campos de flores que não exalam nenhum perfume?

Certamente tudo isso faz parte do aprendizado e da evolução pessoal de cada um de nós.

A volta da borboleta levou-me de volta ao meu passado de momentos delicados, difíceis e conturbados. Momentos ofegantes causados por luzes e flores artificiais.

Conscientemente de asas quebradas, entreguei-me por inteiro. Foi somente depois dessa "entrega total" que apareceu-me um anjo, levando-me a Paris.
Ali, conheci a outra face da cidade luz, a luz de Deus.

Disse Deus: "Haja luz; e houve luz".

Se existe metamorfose no ciclo de vida de uma simples borboleta, por que seria diferente para um ser humano?

"Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto."

Tudo isso, podemos chamar de GRAÇA!

Abraços.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A borboleta.

Há alguns dias atrás percebi a presença de um novo morador em minha casa. Era uma borboleta gigante. Coisa que normalmente não acontece para quem mora no centro urbano de uma grande cidade. Por incrível que pareça, ela conseguiu transitar por todos os espaços do apartamento sem topar com nenhuma das janelas e portas abertas. Achei isso bastante estranho, afinal de contas, as janelas dos banheiros, da cozinha estão sempre abertas e, ainda mais surpreendente, pois o mesmo acontece com as portas da sala principal e dos quartos que vivem escancaradas para o horizonte.
Os dias se passavam e ela nada de voar para fora. Resolvi então focalizar meu pensamento no tipo de vida que ela estava levando ali dentro. Tentei colocar-me em seu lugar e, percebi que ali estava protegida, que nada nem ninguém lhe causaria mal nenhum.
Por outro lado, qual teria sido o seu alimento nestes dias todos? Foi neste momento que então, resolvi ajudá-la a encontrar a saída para o seu habitat natural.

Afinal o que seria melhor, reduzir o seu tempo de vida, aceitando a sua estadia e a proteção das paredes de cor creme ou ajudá-la a se libertar, expondo-a aos repletos desafios multicoloridos do mundo para buscar seu próprio alimento e viver livre?

A proteção baseada em circunstâncias físicas e emocionais pode ser o motivo de tantas vidas sedentas e famintas. Consequentemente sem forças físicas nem mentais para transpor portas e janelas, acabam pagando por algo que era para ser de graça.

Se somos capazes de fazer o que fiz por uma borboleta, por que temos tantas dificuldades de fazer o mesmo aos nossos semelhantes?

Lembre-se de que os menores gestos são os primeiros passos do aprendizado para quem deseja realizar as grandes obras.

Não há caminhos sem espinhos, não há voos sem tormentas e não há paraíso sem buscas.

Por isso, colabore sempre!

Quem de nós não se sente abençoado por Deus? Saiba então o que diz a Palavra de Deus:

"Àquele que muito foi dado, muito lhe será exigido."

Precisando de algo, é só bater.

Abraços.


domingo, 5 de dezembro de 2010

PC FALSETI - O AMIGO

Nesta madrugada partiu um grande amigo. Sem conseguir entender tal mistério digo que, ele foi precocemente arrebatado da presença de todos aqueles que o cercava e o amava. Somente quem teve o privilégio de conhecer o PC saberá a falta que ele nos fará sentir. Sentimentos que vão muito além de saudades; ele nos deixou a maior de todas as heranças, amar verdadeiramente o seu próximo.
Deus do céu, foram tantos os exemplos que ele nos deixou. Quanta doação!
Neste momento, o único alívio que encontro é saber que ele cumpriu lindamente a sua missão.
Infelizmente não tivemos tempo para fotografar a capa do meu próximo livro como já havíamos programado. Mas mesmo assim, ela será realizada conforme você me sugeriu. Um belo hisbisco vermelho!

Agradeço a Deus por ter te conhecido!


A graça diz sim!

A liberdade dá às pessoas uma face "sim".Podemos afirmar de que Jesus tinha um rosto "sim". Jamais o vimos, mas podemos chegar a tal conclusão por aquilo que lemos a seu respeito. Que contraste ele deve deve ter sido! Cercado de eruditos, homens religiosos,justos, que citavam a lei, profissionais cujo comportamento já anunciava "não". Piedosos por fora, assassinos por dentro, mas nada envenenou à Jesus. Pelo contrário, ele revolucionou toda a direção religiosa por ter anunciado "sim" enquanto os profissionais ao seu redor estavam dizendo "não", com a testa franzida.

O que impediu que Jesus fosse apanhado nas garras deles?
Em um sá palavra, foi a graça. Ele estava tão cheio de verdade e graça que não deixou espaço interior para o veneno legalista deles.

Num mundo de escuridão e demandas, regras e regulamentos, exigências e expectativas requeridas pelos líderes religiosos hipócritas, só ele, cheio de graça e cheio de verdade introduziu um estilo de vida revolucionário, diferente.

Com a lei mosaica vieram exigências, regras, regulamentos. Ao fazer acréscimos às leis, os fariseus não só aumentaram a lista, mas intensificaram a culpa e a vergonha de cada um. Obcecados com o dever, comportamento exterior,e concentrando-se constantemente apenas no que é certo ou errado (especialmente na vida de outros). Eles divulgaram um sistema tão rígido que não deixou espaço para a alegria. A obediência tornou-se uma questão de obrigação penosa e não um transbordar alegre incitado pelo amor.

Mas quando a graça e a verdade chegaram através de Jesus, em vez de exigir que o pecador preenchesse uma longa lista de exigências, ele enfatizou a fé, mesmo que fosse do tamanho de um grão de areia. Em vez de focalizar as obras da carne, ele falou do coração.

Essa mudança representava liberdade, como o próprio Senhor ensinara, "...conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". A religião rígida, estéril, foi finalmente substituída por um relacionamento orientado pela graça - a graça libertadora.

Diga "não" aos seus fariseus, e "sim" à Graça!